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Meio Ambiente e Setor Industrial: como reduzir os impactos

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Meio Ambiente e Setor Industrial: como reduzir os impactos

As fábricas modernas surgiram no século XVII, na Inglaterra, com a Revolução Industrial. Naquela época, as primeiras unidades fabris têxteis eram movidas a vapor. E, desde então, as indústrias foram se renovando, invenções surgindo, processos melhorando, novas tecnologias sendo aplicadas e outras formas de geração de energia sendo utilizadas.

Naquela época, pela ainda pequena quantidade de fábricas no mundo, a questão ambiental não era um fator preocupante, mas, com o passar dos anos, ou melhor, dos séculos, o cenário mudou completamente. Já são milhões de indústrias de todos os portes e tipos espalhadas em todo mundo. No Brasil, o setor industrial representa 20,9% do PIB – Produto Interno Bruto e os setores por ordem de participação econômica, segundo os últimos dados da CNI – Confederação Nacional da Indústria, são: Serviços industrias de utilidade pública (14%); Alimentos (9,3%); Extração de minerais metálicos (9%); Construção de edifícios (7,3%); Derivados do petróleo e biocombustível (7,1%); Obras de infraestrutura (6%); Serviços especializados para construção (5%); Químicos (4,7%); Metalurgia (4%) e Veículos automotores (3,9%).

Para que possamos nos desenvolver de forma sustentável, precisamos sempre apontar os problemas ambientais provocados pela expansão industrial, de forma que mais pessoas se conscientizem sobre a importância do meio ambiente e estimularmos os responsáveis pelas empresas e legisladores a investirem em tecnologia, processos e cuidados com a fauna e flora local, sem deixarem de pensar em lucros e geração de empregos e renda.

O que as indústrias podem causar ao meio ambiente?

As indústrias têm o papel importante na evolução humana e na globalização, mas, os impactos ambientais causados pela atividade industrial são enormes, tanto a curto, médio e longo prazo.

As consequências ambientais vêm se arrastando desde a Revolução Industrial e podemos citar as mais comuns como a contaminação de rios, lagos, mares, ar e solos por agentes biológicos e químicos.

Os prejuízos que o desenvolvimento industrial causa ao meio ambiente comumente são a destruição de parte da flora, aquecimento global, invasão do habitat de animais silvestres, desbalanço da cadeia alimentar, entre outros.

Qual a indústria mais poluente?

A principal indústria causadora de poluição no mundo hoje, é a de moda. Esta, é responsável por entre 8% e 10% das emissões globais de efeito estufa, ocupa a segunda posição no consumo de água, 20% das águas residuais são produzidas por esta indústria e libera 500 mil toneladas de microfibras nos oceanos todos os anos.

Além da indústria da moda ter um custo alto de fabricação, o fator desperdício conta muito. Estima-se que cerca de 500 bilhões de dólares sejam perdidos com descarte de roupas que são destinados a aterros e não reciclados.

Como reduzir o impacto ambiental causado pela produção industrial?

Diversas fabricantes de todo tipo de produto no mundo, já estão seguindo as legislações ambientais e criando programas próprios para redução de desperdícios e impactos socioambientais negativos. Esta já é uma boa notícia.

Mas, é apenas o início da caminhada para redução dos problemas ambientais causados pela indústria. A seguir, elencamos várias ações para as empresas iniciarem ou fomentarem suas ações em prol da redução da poluição causada pelo setor industrial.

O licenciamento ambiental é um procedimento obrigatório de cunho estadual, para empreendimentos que possuem baixo, médio ou alto risco de causar danos ambientais locais.

Seu objetivo, é verificar por meio da atividade e localização, os possíveis riscos ambientais e, o órgão responsável, poder indicar medidas preventivas ou de compensação ambiental, para que o empreendimento possa funcionar, gerar lucros e empregos, da melhor forma possível.

Caso a empresa não possua uma licença ambiental aprovada e fiscalizada pelos órgãos competentes, poderá sofrer multas, embargos e processos criminais e administrativos. Portanto, é imprescindível que o empreendedor procure um consultor ambiental de confiança para dar início ou para regularizar a licença ambiental de sua indústria.

Em Minas Gerais, por exemplo, acontece todo ano o >FAPI – Programa de Fiscalização Ambiental Preventiva na Indústria, que foi criado pelo SEMAD – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a FIEMG – Federação das Indústrias de Minas Gerais e Polícia Militar. O programa tem o intuito de selecionar alguns setores da indústria para informar, instruir e sensibilizar os empreendedores às práticas sustentáveis. Normalmente, as fiscalizações acontecem em dezembro de cada ano.

O MTR – Manifesto de Transportes de Resíduos, até meados de 2020, era obrigatório apenas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em 29 de junho de 2020 foi instituído o MTR Nacional.

O programa permitirá que seja disciplinada a movimentação de resíduos sólidos em todo país. Será obrigatório para empresas, inclusive indústrias, que geram resíduos perigosos e que se encaixam nos termos da lei. O documento deverá acompanhar a carga durante o transporte digitalmente ou impressa e é emitida pelo gerador dos resíduos em formato autodeclaratório.

O laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros atesta que o empreendimento se encontra dentro das conformidades de prevenção e combate a incêndio.

As indústrias devem possuir este certificado, para garantir não apenas a vida humana, mas também do meio ambiente que as cercam. Muitas empresas estão instaladas em zonas rurais e seu entorno possuem matas e animais. Já imaginou o impacto à natureza que é capaz de causar, se uma indústria sem projeto de prevenção e combate a incêndio pegar fogo?

Existem dois tipos de efluentes: os sanitários ou domésticos e os industriais. Os sanitários ou domésticos são provenientes de banheiros, cozinhas e lavanderias. Já os industriais são oriundos de processos fabris, lavagem e refrigeração. Ambos estão presentes nas empresas de manufatura.

Ter uma estação de tratamento de efluentes (ETE) na indústria, permite que os resíduos líquidos gerados pela operação, não agrida o meio ambiente, evitando-se o descarte em rios, lagos ou mares.

Há várias possibilidades de uso do material tratado, como reutilização interna, fertirrigação, descarte na rede pública, recirculação, uso secundário, lançado no corpo receptor, valas de infiltração, dentre outros.

É praticamente impossível a industrialização não gerar ruídos que se propagam pelo meio ambiente. Mas, é possível criar maneiras de reduzi-los.

Os animais detêm uma sensibilidade sonora maior que os seres humanos e o investimento em monitoramento de ruído ambiental, busca limitar a poluição sonora dentro dos padrões permitidos pelas legislações municipais.

Os impactos sonoros negativos no meio ambiente afugentam os animais de seu habitat natural e causa desequilíbrio local. Além do mais, pode colocar os humanos em risco, uma vez que os animais passam a se descolar para lugares habitados.

Com o aumento do consumo de produtos industrializados, a quantidade de resíduos gerados aumentou significativamente. Diante deste cenário, foi necessário criar um processo para retornar com as embalagens e produtos nocivos e não nocivos às fabricantes, para darem uma destinação adequada ou reciclar/reaproveitar os materiais feitos de papel, vidro, plástico e metal. Eis que entra a logística reversa para resolver esta questão.

Além de contribuir para a redução de lixos gerados pelos clientes, a redução de custos operacionais é percebida e o valor da marca perante aos consumidores também, aumentando, assim, a competitividade no mercado.

A água é um bem finito e temos que investir em práticas e tecnologias para fazer o melhor uso em menor quantidade possível.

O reuso de água de chuva é acessível e permite que as indústrias economizem nos seus gastos. O volume captado e tratado, pode ser utilizado para sistemas de aquecimento, irrigação paisagística, lavagem de áreas e frota de veículos, além de combate ao fogo.

Alguns indústrias extraem água de nascentes, poços artesianos e cisternas para utilização nos processos fabris e consumo. É necessário uma autorização dos órgãos competentes, >análise da qualidade da água e >instalação de dosadoras de cloro para garantir que a água, mesmo cristalina, esteja própria para consumo.

Gratuito e em abundância, principalmente, no Brasil, os equipamentos de painéis fotovoltaicos estão cada dia mais baratos e acessíveis. A luz solar é um tipo de energia 100% verde e abundante. Para a indústria, a médio e longo prazo o retorno financeiro é percebido na conta de energia elétrica.

Segundo dados das fabricantes de painéis solares, o payback (retorno sobre o investimento) é de 2 a 5 anos e reduz em até 95% os custos com a energia elétrica. Menores custos, implicam nos preços dos produtos e garante maior participação de mercado.

Sua empresa está crescendo, criando filiais ou reformando? Que tal investir em materiais ecológicos?

Há vários tipos de produtos sustentáveis que poderá utilizar, como no projeto de arquitetura, como blocos e tijolos reciclados, madeiras de reflorestamento e lâmpadas de led, por exemplo.

Além de investimento em processos e tecnologia, as indústrias devem estimular seus colaboradores na preservação do meio ambiente em casa, na rua e no trabalho. Então, é importantíssimo as indústrias incluírem na programação de suas SIPATs, o tema ambiental.

Alguns assuntos podem ser abordados como a prevenção de incêndios, o consumo de produtos sustentáveis, a reciclagem, a preservação da fauna e flora, mudanças climáticas, >como ensinar os filhos no cuidado com o meio ambiente e o >ecoturismo e turismo rural, por exemplo.

>Pesquisa revela que consumidores preferem empresas sustentáveis. O mercado está de olho em empresas, com destaque indústrias, que agridem e poluem o meio ambiente de qualquer forma.

A indústrias do século XXI, deve possuir práticas internas e externas sustentáveis, para demonstrar que os seus produtos e serviços merecem ter a preferência dos seus clientes. Além das opções que citamos neste artigo, as empresas podem aproveitar suas mídias online e offline, para induzir seus clientes a, também, mudar seus hábitos. Outra dica é enviar brindes ecológicos para seus parceiros e clientes, que com certeza, trará uma imagem bastante positiva.

A indústria e o meio ambiente podem andar de mãos dadas, mas deve-se haver iniciativa dos responsáveis, fiscalização e cada vez maior interesse dos consumidores. Se você quer garantir um futuro melhor, pesquise mais sobre o impacto da indústria no meio ambiente e contribua de alguma forma, para mudarmos rapidamente este cenário.

A Terra Consultoria e Análises Ambientais é especialista em assessorar pequenas, médias e grandes indústrias. Possui consultores altamente capacitados e um laboratório moderno para a realização de diversos parâmetros físico-químicos e microbiológicos para suas análises de águas, efluentes, resíduos, solos, ruído ambiental e ar em ambientes climatizados.

Por Rangel Gomes

Trabalha no setor industrial? Leia também as matérias abaixo:

>MTR Nacional – Entenda quem deve emitir o Manifesto de Transportes de Resíduos

>Sua empresa está preparada para o FAPI 2020?

>Prorrogações e suspensões ambientais 2020 – Federais e Estaduais (MG)

>Qual a diferença entre ruído ambiental e ocupacional?

>O Meio Ambiente como tema da SIPAT da sua empresa

Imagens: Adobe Stock



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